Kantinho du purtuguês
quarta-feira, 26 de junho de 2013
O que de fato pode interessar...
Mas o que é um órgão? "parte de um organismo, composta por elementos celulares que interagem fisiologicamente, e que desempenha uma ou mais funções específicas".
Partamos do pressuposto (o quê? "aquilo que se supõe antecipadamente; pressuposição, conjectura, suposição) que muscular refere-se a músculo... Já mucosa... "tipo de membrana umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades e canais orgânicos em contato com o ar".
Boca não é tão difícil, mas faringe..."conduto muscular e membranoso que vai do fundo da boca à laringe e ao esôfago (laringe=cavidade com paredes membranosas e cartilaginosas, situada entre a faringe e a traqueia, que contém as cordas vocais; traqueia=conduto situado na frente do esôfago, constituído de anéis cartilaginosos horizontalmente dispostos, que liga a laringe aos brônquios e serve para a passagem de ar; traqueia-artéria; esôfago=conduto musculomembranoso que liga a faringe ao estômago [No homem, divide-se em três porções (cervical, torácica e abdominal) e é constituído por três túnicas (muscular, submucosa e mucosa), atingindo, no adulto, 25 cm de comprimento e 2,5 cm de diâmetro.]
Paladar..."função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados". Deglutição..."ação ou efeito de deglutir; engolição". Puxa, pensei que não ia mais acabar.
O que nos interessa agora é "... e também na produção de sons".
domingo, 31 de julho de 2011
Fonema e símbolo gráfico (letra) – Primeira parte da Parte I
Há, sem sombra de dúvida, uma diferença entre o som (fonema) e a letra (símbolo gráfico). Um prova inconteste é o fato de a fala vir antes da escrita. Assim, como sabemos, sem a ajuda de qualquer divindade, primeiro aprendemos a falar e, depois, a escrever. No caso, escrever corretamente, o que é bem mais difícil. Numa entrevista a um programa de uma senhora da terceira idade (talvez quarta, pelo tempo em que perdura no vídeo...), o jornalista Ricardo Boechat pronunciou “ineksoravelmente”.
Como se pode ver, e este erro é muito comum, pois, por “osmose fônica’, de tanto se ouvir um erro comete-se o mesmo erro. Uma doutora em literatura, professora da minha filha, lá na UFG (Universidade Federal de Goiás), também teimou com a pobre menina que a forma certa era assim. Sorte que já havia ensinado a ela (minha filha) a pronúncia correta, que é “inezorável”.
Por que peguei este exemplo? Porque é muito comum as pessoas não saberem a pronúncia correta de um símbolo gráfico como fonema, ou melhor, de um fonema, que é o mais adequado, em sua representação gráfica. Vejamos: a palavra se grafa com a letra X (inexorável), apenas um símbolo gráfico para representar um som. Só que, em nossa língua, como em muitas outras, o que está grafado nem sempre tem o som que aparenta.
O caso do X é emblemático, serve para demonstrar várias situações daquilo que aqui pretendemos esclarecer. Por exemplo:
Em inexorável, o X tem som de /z/ (usam-se as duas barras para representar o som efetivo que se pronuncia);
Em expedição, o X tem som de /s/;
Em enxame, o X tem som de /ch/ (aqui uso esta forma apenas para facilitar o entendimento, pois há um outro símbolo gráfico convencionado que representa este som específico);
Em excesso, e muita gente não sabe, trata-se de um dígrafo (que é um único som representado por dois símbolos gráficos, ou letras, como em carro, massa, chama, ninho, consciência...). Logo, esse X tem o som de /s/, pronunciando-se, corretamente, “ecesso”, pois o X funde-se com a letra c, mas o som é de /s/ (como em sinal, signo, sociedade...).
Mais uma vez, torna-se fundamental compreender a distinção entre fonema e letra, porque os sons são representados, foneticamente, de outra forma. Assim, para que sejamos mais claros, grafa-se casa com a letra s, mas, foneticamente, será /kaza/, exatamente porque interessa apenas a forma que o falante usa, o som que emite ao se expressar verbalmente (isto é, usando palavras). Seria o caso de se perguntar por que o s entre vogais, quase sempre, tem som de /z/? Somente um estudo mais aprofundado sobre a formação das palavras poderia nos explicar. Como indagar, também, por que não escrevemos tal qual falamos... Talvez, porque haja uma série de variações e nuances nas formas de expressar a fala. Isto parece muito nítido quando ouvimos uma mesma palavra pronunciada por diferentes pessoas, com sotaques e formações culturais distintas, e até mesmo aqueles com problemas fisiológicos na própria emissão dos sons. (Ex.: porta, póórta, polta...)
Esse tipo de ocorrência gera uma série de distorções na pronúncia, e muitas pessoas, algumas até com um certo ar de domínio linguístico, cometem os chamados “erros crassos” (grosseiros), porque banais, porque, pressupostamente, deveriam estar superados com a evolução do aprendizado da língua.
Estão nesta classificação as pronúncias das duas letras de determinados dígrafos, como nascer (o correto é nacer), consciência (conciência), exceção (eceção). É bom que não se confunda dígrafo com encontro consonantal. Basta lembrarmos que, no primeiro caso, as duas letras geram apenas um som, no segundo têm sons autônomos, próprios. Como não se estuda etimologia, nem latim, nem grego, ficamos à mercê de nossa memória gráfica para não cometer deslizes.
Apenas para ficar no caso do X, existe um outro problema com a “letra” na situação onde a sua representação fonética corresponde a dois sons, como é o caso de táxi (/ks/), fixo ((/ks/), tóxico (/ks/), expo (/ks/).
Para não forçar muito a barra, voltaremos, mais tarde, com outros aspectos práticos para um melhor entendimento dessas questões.
RM
quarta-feira, 27 de julho de 2011
E a Norma... ainda é culta?
RM